quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

♥ Desabafos ♥

Querido blog,
quando já ninguém esperava o meu regresso resolvi desabafar contigo.
Andava-me a sentir mal por estar a ouvir non stop o ultimo dos Nickelback (?!) e decidi botar o filósofo em mim cá pra fora.

O que é a música além de uma maneira de podermos mostrar aos nossos amigos, e inimigos, o quão fixes somos? O que é a música além de tentar esconder o nosso (meu baixo) intlecto, e tentar ganhar alguma credibilidade no mundo dos alphas ? Além de nos xcitarmos porque uma parte de nós é artistica, sentimental, o que dá sempre jeito quando conhecemos uma lady (não resulta) etc, etc, etc...

Música é também DIVERSÃO...música deve-nos fazer sentir excitados, ao ponto de dançarmos o hardcre, ou outra coisa qualquer, sozinhos no quarto. abanar a cabeça quando ouvimos um breakdown, correr em circulos quando a música é a abrir, entortar os dedos e piscar o olho quando ouvimos kel gangsta rap, gritar com sentimento bebedos "FUCK YOU I WONT DO WHAT YOU TELL ME". Tudo isto é diversão.

Eu, mero jovem, com tempo a mais nas mãos, penso nestas coisas, mas acho q não sou o unico.
Cheguei á conclusão que levava a música um bocado a sério. Como todo o pessoal na europa leva (via stuffyouwillhate) lol.
O velho continente deposita muito na arte. Faz parte da música, mas não é a sua unica dimensão. Eu gosto de arte, gosto de ouvir coisas artisticas, faz-me comichão na cabeça, e se não a discutir com ninguém até a julgo entender.
NO ENTANTO, música é uma indústria, SHOWBIZ é a palavra certa, e tem como objectivo primário (primary) entreter-nos, DIVERTIR-NOS. É neste mundo que nascem as bandas, e embora muitas consigam atingir o estatuto de artistas, muitas delas utilizam fórmulas já criadas na industria, com o objectivo de nos causar excitação e agrado. E ISSO É ÓPTIMO.
E é assim que venho desculpar o meu mau gosto musical (NOT).
Em vez de estar muitas vezes a roer a cabeça sobre o que banda X representa para a maior parte do pessoal, e arranjar um esquema para ver o que ela tem de representar para mim, eu sento -me no meu cadeirão e meto KEL CD DOS BLINK A TOCAR, ou Limp Bizkit, ou um deathcore bem batiido, e vou abanar a cabeça!

Enfim


Obrigado por me ouvires querido blog !
Tiveste saudades minhas ?!
O que achas que a música deve representar? Que direcções deve tomar?
Sou burro ?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Arctic Monkeys - Library Pictures

Hoje vai ser difícil: estou agora a ouvir o novo álbum de uma das minhas bandas preferidas. O que é que se diz de uma das nossas paixões inexplicáveis? Como é que vou defender uma coisa que eu gosto e pronto, não há mais nada a dizer... Como? Eu consigo dizer que gosto do novo Kanye West, porque acho que os beats estão muito bem trabalhados, porque as letras são verdadeiras odes ao ego ou porque simplesmente achava piada aos internet memes dele. E consigo porque há um sentimento de imparcialidade quando oiço o que ele faz. Mas como é que vou justificar uma verdadeira e cega obsessão por uma banda da qual sou incondicional fã? É estranho idolatrar chavalos de 20, 21 anos que não são verdadeiramente importantes para o mundo, mas que conseguiram fazer verdadeiramente parte de muitos momentos da minha vida. Depois de três álbuns, dois concertos (os que foram vistos por mim) com recepções apoteóticas, algum merchandising comprado e inúmeras audições repetidas vezes sem conta, os Arctic Monkeys lançam o seu quarto álbum.


Felizmente, hoje tenho trabalho poupado. Falar do passado deles para quê? Sabe-se tudo: a ascensão exponencial a partir de demos que fãs metiam na internet disponíveis para todos; o lançamento de dois singles - I Bet You Look Good On The Dancefloor e When The Sun Goes Down - que sem qualquer álbum lançado, bateram records de vendas; um primeiro álbum - Whatever People Say I am, That's What I am Not - que os leva imediatamente ao estrelato e mete o mundo louco por eles; o mediatismo que torna possível o aparecimento de uma legião de hatters (uma cambada de pseudo-indies é o que é); um segundo álbum relativamente mais fraco, mas que continua a aumentar-lhes a popularidade; um terceiro álbum com o rei Josh Homme que divide os fãs e mete os hatters a dizer que "este sim é bom" (lol idiotas); e agora um quarto álbum que vai com certeza metê-los nas bocas do mundo outra vez.
Os fãs mais acérrimos, também são os mais críticos. Depois do Whatever People Say I am, That's What I am Not, qualquer coisinha que os Monkeys lancem, podia ser, para mim, melhor. O sentimento que esse primeiro álbum me proporcionou, e o grau de viciação numa banda que gerou, mete-lhes a fasquia a um nível inatingível, mesmo para eles! É como o Ricardo Araújo Pereira diz: "O Benfica pode ganhar por 7-0, que o benfiquista sai de lá a dizer: "Não jogámos nada. Isto ainda não é jogar à Benfica"". Acho que não consigo fazer uma analogia melhor, apesar de ser sportinguista ferrenho. Essa fasquia, transforma, na minha cabeça, músicas como From The Ritz To The Rubble, Still Take You Home ou Fake Tales Of San Francisco verdadeiros e intocáveis hinos da música (podia dizer o álbum todo, na verdade), cujas letras, apesar de falarem de assuntos banais como ser barrado numa discoteca ou estar fascinado por uma rapariga também na discoteca, são, para mim, histórias de episódios engraçados e com os quais me posso indirectamente identificar. A tal fasquia não rebaixa no entanto os trabalhos seguintes, nem outros hinos pessoais: Balaclava, Teddy Picker ou Do Me A Favour (sim, esta. A sonoridade épica, à semelhança da Leave Before The Lights Come Out, é uma das facetas dos Arctic Monkeys que eu adoro), também me fazem vibrar como muito poucas músicas fazem. Como fã cego, gosto do Humbug, mesmo não sendo o que espero dos Fab Four de Sheffield. Não tanto como os outros é certo e custou mais a ficar realmente a gostar - estou a ouvi-lo agora e estou a adorar, se calhar é do sentimento nostálgico que vai no ar - mas tem músicas que também incluo numa playlist perfeita dos Monkeys: Crying Lightning, que à partida soava-me mal aquele solo, mas que agora entra-me bem no ouvido, Pretty Visitors (que baterista genial, Matt Helders) ou The Jeweller's Hands.


(Que bela merda de artwork!) Já têm sido lançados uns cheirinhos do novo álbum - Suck It and See - e posso dizer que a primeira coisa que ouvi, a Brick By Brick, deixou-me sem ansiedade nenhuma por ouvir aquilo. Uma música banal e insípida, mas pensei em esperar e ouvi-la no contexto. As primeiras notas do álbum fazem-me pensar que eles estão ainda mais negros, mas não: She's Thunderstorms é uma love song, com a adolescente e característica voz do Alex Turner, com uma bateria potente e um riff porreiro. Segue-se Black Treacle, num registo semelhante, mas com uma letra à Alex Turner, que demonstra a sua grande capacidade lírica. Depois vem a, ainda aborrecida, Brick By Brick, que honestamente não merece ser single. Com o gritinho "Shalalala" altamente catchy, segue-se The Hellcat Spangled Shalalala, uma das músicas fortes do álbum. É a partir daqui que o álbum fica mais negro, com as influências do Humbug, com duas das músicas que mais gostei do álbum: Don't Sit Down 'Cause I Moved Your Chair e Library Pictures, estou literalmente viciado nessas duas. Volta a versão light dos Arctic Monkeys, com baladas e músicas calminhas com Reckless Serenade e uma música meio country com a presença de um light rock chamada Love Is A Lasquerade. Acaba com o ligeiro epicismo de That's Where You're Wrong que também gosto bastante.
É um álbum light, não é propriamente o que espero dos Arctic Monkeys, mas é bom de se ouvir e, para mim, como é Monkeys, irei ouvir muitas vezes. Deixo-vos a minha preferida Library Pictures ao vivo no Jools Holland. Enjoy!



Para quem não percebeu, os insultos que faço em cima, são só para reforçar o fanatismo que tenho por eles. Cada pessoa tem o direito de ouvir o que quer, obviamente!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Zach Hill - Stoic Logic


Querido blog,
Zach Hill é um baterista de Sacramento, California, conhecido principalmente por ser o baterista da banda Hella uma das muitas bandas da pacific coast onde tocou.
Além de ser um dos bateristas mais unicos que o movimento underground independente criou, é tambem aristia visual...trabalhando com várias bandas.



No entanto a níveis de músicas, o Zach é assediado por bandas como Boredoms, Deftones, Wavves, pessoas como Omar Rodriguez-Lopez, entre outros nomes conhecidos do noise e do rock avant-garde (lol) americano.
Desde o fascinio do noise, aos ritmos punk, a estética mais lo-fi, e a influência do metal, Zach Hill torna-se portanto um dos músicos mais interessantes pra pessoas que como eu procuram o EXTRA ORDINÁRIO.
Aqui, no Diogo's boutique, e como ainda estou a renascer das cinzas que nem Fénix, vou partilhar convosco, que ainda lêm este blog uma musica do album Astrological Straits (2008) com uns efeitos bem melódicos e ritmos do prog ménes.

Obrigado pela paciência.

Beastie Boys - Make Some Noise

O outro Diogo é um merdas: agora só quer é skate e black metal. Por isso, quando eu for rico à pala disto vou receber mais. Mas enquanto ele está a fazer uma introspecção criativa, vou escrever mais um artigo para ver se ganho ritmo nisto. É o que eu digo: o hip-hop tá na moda. E hoje vão levar com mais! Mas hoje, para felicidade dos puristas e da malta Old School, vou falar de algo clássico. Um grupo que começou a tocar hardcore e punk, um grupo caucasiano a cantar rap (hip-hop blasphemy!) sem pinta nenhuma de thug, nem ar de mauzão, mas essencialmente um grupo de 3 rapazes com uma mente criativa suficientemente talentosa para juntar mundos opostos e conquistar fãs de música mais pesada. Trio de (agora) quarentões mais pausado e engraçado de sempre. Hall of Famers do Rock, do Hip-Hop e da música em geral. E o mais importante de tudo, foi terem sido eles a dar o nome à Boutique! É com muito prazer que vos escrevo hoje sobre Ad-Rock, MCA e Mike D, os Beastie Boys.


Longe vai o ano em que estes meninos começaram a dar os primeiros passos na música, ainda o meu irmão de quase 32 anos não era nascido. A explosão do punk e do hardcore influenciaram estes três nova iorquinos a enverdar por esse estilo de música, chegando mesmo a gravar e comercializar material antes de se mudarem para o hip-hop. Em termos de sucesso comercial e qualidade musical não podia ter sido melhor escolha: o primeiro trabalho sério dos Beastie Boys é o aclamadíssimo Licensed to Ill de 1986, que tem verdadeiros clássicos da história da música como "(You Gotta) Fight for Your Right (To Party!)" ou "No Sleep 'Till Brooklyn", e conta com a participação do monstro da produção, Rick Rubin. Continuaram a fazer história na música com álbuns como Paul's Boutique de 1989 (oi? onde é que já ouvi isto?), que começou tendo pouco sucesso, mas com a crítica a elevá-lo ao estatuto de obra-prima (e ainda hoje é considerado o melhor trabalho deles), acaba por ter bastante sucesso comercial.
A aventura dos Beastie Boys prossegue com uns álbuns comparativamente mais fracos: Check Your Head (1992) e To The 5 Boroughs (2004), que me deu a conhecê-los, com a música "Ch-Check It Out", que, por ter esse significado para mim, vou metê-la em baixo; e consolida-se com outros álbuns fortes: Ill Communication (1994), que tem como estandarte um dos melhores videoclips da história da música, "Sabotage", e Hello Nasty (1998), que nos mostra outro videoclip brutal "Intergalactic", mas tudo isto sem tirar aquele toque Beastie Boys absolutamente característico, que nos faz ouvir a sua forma de rappar e dizer logo: "Isto é Beastie Boys!".

Beastie Boys - Ch-Check It Out
Tags: Beastie Boys - Ch-Check It Out


Apesar das várias adversidades como a idade já avançada deles e o cancro que atacou o MCA, continuam ainda hoje a sua longa carreira, e lançaram este ano o álbum Hot Sauce Committee: Part Two. Devo dizer que o meu entusiasmo era enorme, tendo em conta todo o mediatismo que teve, em que muito ajudou o video de 30 minutos que fizeram para apresentar o álbum, que conta com actores "pouco" conhecidos do público como: Seth Rogen, Elijah Wood, Will Farrell, Jack Black, Susan Sarandon, Orlando Bloom ou Kirsten Dunst. Deixo-vos aqui o link.
Sobre o álbum, tenho a dizer que no geral gosto bastante. Há participações do Nas e da Santigold, o que, para mim, não é propariamente uma vantagem, porque o flow dos Beastie Boys é único e complatamente diferente de tudo, o que faz com que estes 2, principalmente o Nas, pareçam um pouco distante da música. Tem músicas excelentes como "Nonstop Disco Powerpack", "Funky Donkey" ou "Long Burn The Fire". É um álbum que continua na senda do experimentalismo tão presente ao longo da carreira dos Beastie Boys. Há rock, há hip-hop e.. há Beastie Boys. O mundo já sentia falta deles. Vou deixar-vos aqui o single "Make Some Noise" que me viciou muito rapidamente e tem um video clip muito fixe.



Moral da história é: gostava de ser um Beastie Boy!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mac Miller - Kool Aid And Frozen Pizza

Será que é desta que o nosso hiato vai parar? We'll see. O Verão tá a chegar e a música está sempre mais que presente, seja em festivais ou não. Vai sempre haver aquela canção que associas ao evento onde se apanhou alta tala, ou ao grupo que te acompanhou nas aventuras naquele sítio onde apanhaste alta tala, ou àquele amor de Verão com quem apanhaste alta tala. Porquê a constante presença de álcool? Porque estudos dizem que 95% dos jovens bebem álcool, e a fama sem proveito não tem piada. Continuando: neste momento, já apanhei um álbum que vai, de certeza, ser a minha banda sonora de Verão, porque, apesar de já o ouvir há algum tempo, só me imagino a ir a caminho da praia a ouvir este campeão. Um campeão apresentado a este que vos escreve pelos seus coleguinhas do IST, João Vieira e, principalmente, Pedro Teixeira. Um campeão mais novo que nós, um campeão que a única coisa que faz da vida é rappar e fumar aqueles cigarros mágicos. Um campeão chamado Mac Miller.


O Hip-Hop tá na moda, eu sei e desculpem lá qualquer coisinha, mas o Mac Miller refresca-nos o ouvido oferecendo-nos aquele hip-hop chillout, sem tiques de gangster, sem tiques de super estrela, porque como ele diz: "We're just some mother fuckin' kids!". Lembro-me que vos disse o mesmo em relação ao Drake, mas o Mac leva o seu hip-hop a um nível muito mais clean, mais tranquilo e, lá está, mais chillout. É um rapaz novinho, mas já tem muitas mixtapes aí espalhadas pela internet e muitos fãs espalhados pelo mundo. O que imediatamente me fascinou quando o ouvi pela primeira vez foi o uso de excelentes beats, positivos e serenos, e o óptimo flow que incute nas músicas. As letras falam de coisas simples da vida: raparigas, erva, roupa e o dia-a-dia de um jovem de 19 anos. Sem stresses, sem problemas, sem confrontos. Ouvi os trabalhos dele e sem dúvida digo que a evolução nota-se imenso: os primeiros trabalhos medianos, com os beats demasiado cheios de samples ou com uma sonoridade muito mais gangster, que apesar de resultar bem com outros, não acho que resulte muito bem com o Mac; e a penúltima, mixtape - K.I.D.S.: Kickin' Incredibly Dope Shit - com uma qualidade brutal e que evidenciam claramente as qualidades de que vos falei. Nesta mixtape, a personalidade junkie do Mac Miller aparece em grande plano, onde o facto de ele ser ele próprio é outro ponto forte nas músicas dele. Recomendo-vos dessa mixtape músicas como: "Nikes On My Feet" (a intro é longa, esperem uma beca), "Senior Skip Day" (oiçam esta que é brutalíssima) e "All I Want Is You". Vou deixar-vos a primeira música que ouvi dele, que descreve tudo o que eu gosto no Mac Miller. Chama-se Kool Aid and Frozen Pizza (talvez uma referência à Cookies and Apple Juice do Cam'Ron).



Depois desta mixtape, a carreira do Mac subiu em flecha e ele lançou outra mixtape chamada "Best Day Ever" e, este que vos escreve, deixa aqui o link para a sacarem. Resumindo, a música dele transmite um Mac Miller convencido só para fazer rir e um tipo calmo e tranquilo. Deixo-vos aqui o primeiro single da última mixtape "Donald Trump", que é uma mensagem aos seus haters, dizendo que ele continua a conquistar o mundo enquanto eles continuam a tentar rebaixá-lo. A letra parece do mais egocêntrico e gabarolas que há, mas a forma irónica e divertida com que ele encara os que o odeiam é, para mim, brutal.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Rage Against The Machine - Sleep Now In The Fire

Hoje vou quebrar aquela nossa máxima de não escrever nada sobre bandas muito conhecidas, mas para quem meteu Coldplay e Blur, a banda de hoje não se desenquadra muito do conceito do blog. Vou quebrar a máxima, porque falo pouco de bandas que realmente me dão aquela adrenalina, que me fazem delirar e gritar, que provocam em mim uma panóplia de sentimentos. Hoje vou falar de uma banda bastante conhecida pelo público e crítica, tanto pelo seu poder nos concertos ao vivo, como pelos músicas que compõem a sua antologia. Hinos como "Killing In The Name Of", "Bulls On Parade" e "Sleep Now In The Fire" que são verdadeiros gritos de revolta contra tudo e todos... Hoje vou falar dos Rage Against The Machine.


Comecei a ouvi-los há uns anos e rapidamente conquistaram-me. Então depois do concerto no Alive, fiquei completamente fã! Foi dos concertos do qual sabia menos letras e ao mesmo tempo gostei mais! Conquistaram-me mesmo. Talvez por me fazerem lembrar os meus tempos de nu-metal (desculpem os fãs pela comparação), talvez pela raiva e poder que o Zack de la Rocha mete nas suas letras, talvez pelo Tim Commerford ter a sua tatuagem mais diferente e original de sempre, ou talvez pela tremenda, e repito, TREMENDA, criatividade do Tom Morello... Acho que é mesmo todo o mix, que me torna por momentos um verdadeiro comunista de punho erguido. Aqui confesso, não me identifico totalmente com as ideologias politicas incutidas letras das músicas, mas com toda pujança com que eles nos transmitem as suas ideias (e principalmente o Zack), chega-se a um ponto em que é inevitável não gritar "Fuck you, I won't do what you tell me"... Eles são a música de intervenção elevada ao expoente máximo: letras, atitudes e as próprias melodias em si, são contagiantes gritos de revolta no seu mais puro estado. Podem não concordar, mas a forma como Zack De La Rocha defende a sua ideia, é algo que merece o devido louvor.


No entanto, os RATM não vivem só de ideologias políticas, eles tocam punk, hip-hop, metal e rock, sem qualquer tipo de mistura azeiteira, tudo com uma qualidade muito acima da média. E, sem desvalorizar os outros elementos, o principal responsável por isso é Tom Morello. Um dos guitarristas do mundo mais subvalorizados, mas que supera muitos virtuosos com a sua constante tentativa de sacar sons novos da guitarra. É um verdadeiro mestre nos pedais da guitarra e efeitos, mas sem que isso lhe suba à cabeça: a modéstia dele é inversamente proporcional ao valor que alguma da crítica lhe dá.
Os Rage têm uma discografia curta, 4 álbuns, oiçam os 3 primeiros: o homónimo, o Evil Empire e o The Battle of Los Angeles. O primeiro álbum é mais cru, mais pesado no que toca à intensidade das músicas e letras, os outros têm o mestre Tom Morello no seu melhor, sendo o terceiro um álbum com músicas mais orelhudas e cantáveis. Sei que muitos já ouviram várias canções desde a "Wake Up" do Matrix, "Bulls On Parade" em concertos de Da Weasel, "Tire Me" vencedora de um Grammy ou a inevitável "Killing In The Name Of". Mas digo-vos mesmo que é obrigatório ouvir todo o trabalho de uma banda que já está na história da música.
Não consegui escolher uma música, deixei-vos várias, mas acho sinceramente que a Sleep Now In The Fire é a minha preferida deles. Tem tudo que gosto neles: a pujança, a letra corrosiva e o génio de Tom Morello. Enjoy!

sábado, 19 de março de 2011

Toro Y Moi - Talamak

Isto não morreu pessoal! Tenho recebido alguns comentários do pessoal que vinha cá ver isto (obrigado Afonso, Marcos, Sónia e Anónimo-que-comentou-o-artigo-dos-Black-Flag) e isso deu-me pica para voltar a escrever aqui. Nós estamos só a fazer uma introspecção dos nossos pensamentos musicais para vos trazer mais artigos bonitinhos. Essa introspecção fez-me concluir 2 coisas: a primeira é que eu sou um granda hipster... isto é, tudo o que as publicações indie dizem que é bom, eu saco e depois de ouvir, filtro o que gosto e o que não gosto. A segunda é que ando numa de música calminha, mesmo para a tranquilidade. Estas duas coisas a juntar ao autêntico dia de verão que esteve hoje, onde eu comi um belo dum peixinho grelhado e apanhei um granda solinho, fizeram-me ir ouvir a nova coqueluche do chillwave (parece que é um estilo de música), o americano Chazwick Bundick, mais conhecido na música como Toro Y Moi.


Para já de realçar que sempre quis ver isto: um preto com olhos à chinês (combinação essa proveniente do facto de ter mãe filipina e pai negro). Depois deste devaneio, vamos ao que interessa. A carreira de Toro Y Moi nunca será grandiosa. Nunca encherá um Coliseu dos Recreios, nem nunca tocará em palcos principais de um Alive. Os concertos também não serão nada de transcendente e apoteótico, mas serão, no entanto, momentos de tranquilidade e relaxamento (isto partindo do princípio que as interpretações que ele faz das suas músicas sejam próximas das que foram feitas em estúdio). É música porreira quando se quer relaxar (ilegalmente ou não), estudar, apanhar aquele sol... Já me imagino em Paredes de Coura (que já agora, a demora em anunciar novidades está a ser irritante) às 6 da tarde, com sol ainda a bater e eu sentado na relva a ver, no relax, o concerto deste gajo. Não custa sonhar.
É um artista bastante recente, lançou-se na música à séria em 2010 (pois já tinha feito umas demos em 2007) com o álbum Causers of This. Tem músicas porreiras, recomendo-vos os singles "Blessa" e "Talamak" e a música "Low Shoulder". Depois de lançar este álbum, o Kanye West encarregou-se de fazer-lhe publicidade e elogiar o trabalho dele, o que fez explodir a popularidade de Toro Y Moi. Agora em Fevereiro deste ano, lançou Underneath the Pine e já tem muita da crítica rendida ao seu novo álbum. Recomendo músicas como "New Beat", "Go With You" e "Still Sound".
Esta é aquela parte em que eu me armo em expert: A sonoridade de Toro Y Moi vai buscar coisas da pop psicadélica dos Animal Collective, no entanto, com melodias um pouco menos complexas e mais directas, vai também buscar alguns elementos de hip-hop e a electrónica do movimento New Wave. No entanto, acho sinceramente que ele devia deixar-se pela produção das músicas, porque não acho que a voz dele tenha capacidade para fazer as coisas que ele faz nas músicas e ao mesmo tempo ser cativante.

Para concluir, é porreiro, ouve-se bem, mas não é nada do outro mundo. Tem potencial, mas há ainda alguns pormenores a rever, tal como a voz. Talvez um bom produtor resolva esse problema... Esperarei pelo próximo trabalho dele... Entranto vocês vão ficar com o chill deste campeão, a música de hoje chama-se Talamak e é tranquilidade em forma de música. Anyways, oiçam as que têm link que também são fixes! Enjoy!