sábado, 11 de dezembro de 2010

Authority Zero - Find Your Way

Ontem baldei-me eu. Aproveitei a folga que o Diogo me concedeu e deixei este blog mais vazio. Dia triste o de ontem, portanto. Ou não. Enfim, o que interessa é que continuo com essa minha atitude rebelde de me baldar. E como tal hoje vou meter como banda sonora da minha rebeldia o punk-rock. Que mais poderia ser?
Na minha fase punk-rockeira, ouvi bandas como Rancid, Dropkick Murphys, Bouncing Souls, Pennywise antes de me virar para os clássicos Misfits, Ramones, Sex Pistols e The Clash. Algumas ainda são as músicas que oiço e venero como se de hinos se tratassem. Hoje vou meter uma música que se enquadra nesse leque, dos Authority Zero.


Os Authority Zero são uma banda punk-rock americana, formada que vão, como muitas outras, buscar a inspiração a bandas punk como Bad Religion e NOFX, e ainda o Reggae e Ska dos Sublime. Em jeito de leigo, digo-vos aqui, que não ouvi muito da discografia dos Authority Zero, mas lá está, no punk, saibam três ou quatro músicas e podem ir para o mosh-pit curtir o som \m/. Há quem diga que o som deles tem influência Espanhola/Portuguesa, que eu honestamente não vejo (mais uma razão para não confiar na wikipédia!). Para quem gosta deste tipo de sonoridades, oiçam o segundo álbum deles chamado Andiamó. Recomendo também ouvirem músicas como A Passage In Time, Revolution, Retreat! e a música de hoje.


Agora sim vamos ao que interessa. Dos tais hinos que falei acima, ficou uma música dos Authority Zero que me traz um sentimento de nostalgia enorme. A música chama-se Find Your Way e ficou nas minhas playlists desde que a ouvi pela primeira vez. A voz do vocalista Jason DeVore encaixa mesmo bem na música, o riff (sim é muito simples e sim qualquer pessoa pode tocar, não me chateiem) é rápido e dá-me pica como poucos dão, e a música culmina numa parte final com duas vozes (uma com megafone) genial.

Authority Zero - Find Your Way by Diogo Martins

Ya, o artigo de hoje tá curtinho e fraquinho, mas também é sábado e está toda a gente na noite! ;)

The Walkmen - Lisbon


Querido blog,
hoje vou partilhar contigo um dos meus albuns preferidos de 2010, este é o unico album de 2010, que faz de mim um gentlement, com sentimentos lol, venho-vos partilhar o Lisbon dos The Walkmen, é verdade estes americanos de Nova York sabem que existe uma cidade chamada Lisbon na Europa, e fica num país chamado Portugal, só serve para mostrar que isto é um album sério, não há cá brincadeiras. Portanto Lisbon saiu, se não me engano por volta de Setembro de 2010 e mostra mais uma vez que os Walkmen sabem fazer música muito bonita, como já me tinham mostrado com o You and Me, que foi o album com que eu os fiquei a conhecer e o meu preferido até agora da banda. Voltando ao Lisbon, tenho a dizer que continuamos, com as letras tristes, necessitadas, do vocalista Hamilton Leithause, que com a sua bonita voz, as transforma em algo quente, bonito. Este album tira muitas influências do surf-rock, rockabilly, post-punk, e o som de Nova York, seja lá ele qual for, acho que os Walkmen são um grande exemplo da música, da atmosfera, que se vive em Nova York, romantizada e vista por pessoas que estão muiiitooo longe da cidade das luzes, uma espécie de "Franks Sinatra" do indie rock.

As guitarras, meio estilo Velvet Underground, a bateria com beats surf-rock, rock, sempre tocada com energia, umas vezes mais que outras, (Angela Surf City), a voz suave, os orgãos rusticos, os reverbs, tudo neste album é bem feito, além do songwriting, e é por isso que para mim este é um dos albuns do ano. Devo acrescentar também que as letras são lindas (ninas)!
Vou deixar aqui então o link para o album, é bom pa ouvir agora no Natal depois de ver o Sozinho em Casa em Nova York (y), deixo tambem o youtubas da música All My Great Designs.
Bom Domingo, e boa noite de sabado hoje eheheheh rebeldes.

Ps: Estou a pensar fazer uma compilação com as músicas do ano para mim, não sei se vale a pena, se acharem que sim digam ! Eu sei que só 3 pessoas lêm isto, se você as 3 quiserem, avisem -me! kel kiss

The Walkmen - All My Great Designs



LINK LISBON

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Black Lips Novo Album

Querido blog,
os Black Lips são uma banda de Atlanta, Georgia de garage-rock/punk/pop, conhecidos pelos seus concertos muuito arrojados, exemplo disso um concerto no Porto, á 2 anos atrás para aí, e pelo som bem garage, com o psicadelismo de bandas como 13th Floor Elevators, a pop dos Beatles, Kinks, e muito rock.
Os albuns de Black Lips não são conhecidos pela sua grandee produção, não estou a dizer que é má, encaixa-se perfeitamente na banda, sons mais sujos, menos polidos. No entanto o novo album ainda sem nome, foi uma produção conjunta dos Black-Lips e do super-produtor Mark Ronson, o que me faz esperar um album mais limpinho.
Vou partilhar aqui a minha musica preferida dos Black Lips Drugs do album de 2009, chamado 200 Million Thousand. É uma música bem pop, sobre bons-tempos com energia punk.
Aguardem noticias dos Black Lips, e sempre que puderem vão vê-los ao vivo. Até lá contentem-se com a Lady GaGa que está cá hoje!
Boa Noite migos!

Black Lips - Drugs by Diogo Crostas

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Daft Punk - Alive 2007

Há dias, falei duma banda chamada Darlin' e a importância que esta veio a ter para a formação de duas bandas: os Phoenix e os Daft Punk (se não leram vão ler que eu espero). Com os Phoenix já "arrumados" hoje vou falar da minha dupla de franceses preferida (desculpem Justice), Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo, os membros constituintes do duo Daft Punk. Presentes em quase todas as pistas de dança do mundo, os Daft Punk são um dos nomes mais importantes no que toca a House. Mas são algo diferentes. São raras as fotos de ambos, entrevistas não abundam, aparecem sempre com as suas máscaras robóticas e, escolhem sempre meticulosamente e com elevado grau de sucesso as aparições que fazem em qualquer meio de comunicação. Ou seja, sobre eles, pouco se conhece, apenas o que eles querem que nós saibamos. Outro factor da dissociação do duo em relação a outros nomes fortes do House, é o facto de ter conquistado um espectro maior de audiência. Não, os Daft Punk não são só para a malta da discoteca. E foram-no provando ao longo da sua carreira.


Já vai longe o ano de 1993, em que eles se formaram e o ano de 1995 onde lançam uma das músicas mais fortes da década de 90, "Da Funk". No entanto, todas as músicas parecem-nos recentes, graças à sonoridade "vinda do espaço" inerente ao par de franceses. Após um primeiro single bem sucedido, os Daft Punk concentram-se no seu primeiro álbum Homework que os eleva ao estatuto de pioneiros. Rasgaram todo e qualquer preconceito pelo seu estilo de música, servindo de ponte entre os estilos musicais mais ligados à vida nocturna e o ecletismo musical. A verdade é que sem os Daft Punk, hoje não teriam tanto reconhecimento os trabalhos de Justice, Boys Noize, Steve Aoki, etc., a Ed Bangers seria uma banal Editora e não haviam músicas como "Daft Punk Is Playing In My House" dos LCD Soundsystem, "Stronger" do Kanye West ou "Lady (Hear Me Tonight)" de Modjo. Mas, essencialmente, sem os Daft Punk, não havia "Around The World", "Da Funk", "One More Time" e "Technologic".



OK, dou o braço a torcer, ao longo do tempo, tornaram-se algo repetitivos, mas verdade seja dita também, na música House é dificílimo contornar esse obstáculo. Mas os Daft Punk tentaram. Prova disso é o filme a contar a história do seu segundo álbum, Discovery, - lembram-se dos bonequinhos a serem raptados e depois transformados em cyborgs? - chamado Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem (fica em cima o video da "One More Time" para avivar a memória). Para os fãs de anime a juntar à banda sonora da banda é um video altamente recomendado por este que vos escreve. No dia 6 de Dezembro deste ano, voltaram ao activo com a banda sonora do filme Tron: Legacy, com Jeff Bridges e Olivia Wilde, e acredito que seja um trabalho algo diferente do que fizeram até ao momento. Confesso que estive em pulgas até sair o filme, mas ainda não o vi, nem ouvi a banda sonora. Mas a curiosidade mantêm-se.


Apesar de todos estes prós e contras, a obra-prima dos Daft Punk saiu em 2007, quando gravaram num polidesportivo em Paris o seu segundo álbum ao vivo: Alive 2007. Já eram aclamados pelas suas performances ao vivo e agora tinha-se a possibilidade de confirmar tal facto. É para mim, dos melhores álbuns ao vivo que já ouvi, onde os membros do duo se revelam mestres na mistura. São 84 minutos non-stop que só dão vontade de nos mexer e dançar pela casa. Para os que gostam do que ouviram deles, mas este Alive 2007 nunca vos passou pelo ouvido, é urgente que passe e garanto que não se vão arrepender. Acaba por ser a consagração dos Daft Punk, tendo sido o trabalho que ganhou mais consenso da crítica. O único defeito é claramente não ter um registo em video para que possamos contemplar todo o espectáculo.
A música de hoje sai exactamente desse álbum, sendo uma das melhores misturas que já vi, juntando das minhas músicas preferidas, chama-se: Around The World/Harder, Better, Faster, Stronger. Sim, a mistura das duas soa a algo genial. E é. As passagens estão excelentes, tendo apenas o se não de ser precedida da música Steam Machine, logo não estranhem se ao inicio ouvirem uma máquina a sugar coisas!

Daft Punk - Around The World/Harder, Better, Faster, Stronger by Diogo Martins

Hoje o Diogo foi assistir a uma curta de um amigo (coisas de intelectual), por isso só têm de ler um artigo. Aproveitem a sorte de hoje!
Saiu também a notícia que os Da Weasel vão fazer um período de paragem (que eu honestamente acredito que não seja definitivo) e deixo aqui o meu pesar (se calhar a palavra é muito forte), pois foram uma banda bastante presente na fase inicial da minha adolescência. Espero que a doninha volte para cantar "Adivinha Quem Voltou".

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sparklehorse - Good Morning Spider


Querido blog, cá estou eu novamente a falar de bandas cujo frontman faleceu. Verdade, Mark Linkous, o cantor, multi-instrumentalista, compositor, produtor, roadie, suicidou-se a 6 de Março do presente ano com 47 anos (RIP). Mark Linkous tem tudo para ser excêntrico, desde a sua rebelde juventude, o seu estabelecimento nas cenas indie de Nova York e Los Angeles, com a banda Dancing Hoods, até ao seu trabalho na sua terra natal (Virginia com os Cracker) até á formação de Sparklehouse, em meados de 1995. A sua história com os Radiohead, pelos vistos numa tour com os ingleses Linkous, teve uma overdose de alcool, valium, antidepressivos e outras drogas, e ficou inconsciente durante algumas horas numa posição não muito boa para as suas perninhas, e teve de andar de cadeira de rodas durante 6 meses. Foi neste contexto que saíu o album Good Morning Spider (1998) (ano de lançamento do primeiro album dos Excesso), que é para mim o melhor conjunto de músicas compostas pelo senhor Mark. Este album foi gravado na sua quinta em Virginia e não teve nenhuma colaboração especial, em comparação com o seu album de 2001 It's a Wonderful Life (2001), que conta com as colaborações de Tom Waits, Pj Harvey, John Parish entre outros. Good Morning Spider cativa-me principalmente pela sua produção, a primeira faixa Pig, traz-nos um riff bem rockk, com uma guitarra distorcida estilo Stooges, e um refrão catchy, faz-me lembrar as músicas da banda do Scott Pilgrim (vi o filme há pouco tempo, tudo parece Scott Pilgrim, não fosse ele o filme que junta toda a alienação da nossa juventude de hoje em dia, eish ganda parênteses), a produção lo-fi desta música, que se nota em todo o album, mas de maneira diferente, como podemos logo ouvir a seguir, depois de toda esta explosão de energia, Sparklehouse dá-nos Painbirds (música sobre o acidente de Mark), uma música que vai buscar, vária instrumentação, guitarras de sonho, mas sem o shoegaze com sintetizadores psicadélicos para o fim...Enfim, em Good Morning Spider (faixa), temos um bocadinho de ambiente, e logo a seguir um single pop, com influências alt-country, Sick Of Goodbyes, que Mark Linkous já tinha gravado com a banda Cracker. Pelo meio temos músicas como Chaos of the Galaxy/Happy Man, uma das minhas preferidas, excentricamente produzida, começa com laivos de Flaming Lips e transforma-se rapidamente, em rock, indie, com noise (No Age anyone?), mas sempre com interferências, como que se tivessemos noutro planeta a apanhar uma rádio terrestre, devo também acrescetar que a letra desta música é linda, e as guitarras tambien, "I woke up in a horse's/ stomach one foggy morning/ his eyes were crazy and he smashed /into the cemetery gates". Ghost of his smile, uma das minhas favoritas também, apresenta uma produção bem noisy, com vários elementos electrónicos, e um refrão dreamy, que me remete para bandas como Deerhunter, Wavves, e por esranho que parece Crystal Castles. Hundred of Sparrows, apresenta-nos uma produção bem mais polida, que nos mostra esta facilidade de produção na banda, e dá-nos uma linda balada com uma bonita letra também (mesmo). Talvez ás vezes a voz de Linkous se torne um pouco "chata", mas só nalgumas baladas, e algo que eu posso bem, considerando que ele fazia o resto lol. Eu vou deixar aqui a música Chaos of the galaxy/ Happy man, mas aconselho meeesmo a ouvirem o album todo (também deixo link). Ps: Hoje criamos uma página do facebook para o Diogo's Boutique, obrigado a todos os que gostaram, os que ainda não gostaram, é só porem like ali no titz do lado direito que diz respeito ao facebook, obrigado pelo apoio de todos os que costumam vir cá. Esperemos que digam ás vossas amigas. O meu facebook tá na página da banda ninas ;) Espero que tenham tido um bom feriado !

Sparklehorse - Good Morning Spider


Sparklehorse - Chaos Of The Galaxy , Happy Man by Diogo Crostas

Bloc Party - She's Hearing Voices

Todos os seres interessados em música, têm aquela fase irritante em que acham que conhecem tudo o que há de bom na música, e o que não conhecem, ou não interessa ou já toda a gente ouve, logo não presta. Podem encontrar malta dessa em muitos estilos de música, desde os metaleiros que odeiam tudo que não meta solos satanicos e riffs super rápidos, aos fãs de rap que chamam gritos a tudo o que seja rock, aos indies que quanto menos se conhecer uma banda, mais eles gostam dela, aos fãs de jazz e clássica... bem, estes têm os argumentos vindos do conservatório, logo não me meto com eles.
Essa fase apareceu-me pelo 10º ano e prolongou-se até ao 11º, altura em que os meus laços de amizade com outros dois fedelhos se consolidam e estes me fazem ver que as coisas não devem ser vistas dessa maneira. Com todos os contras desta fase de meter os cabelos em pé (à qual as mães chamam "Idade do Armário"), foi nesta fase que conheci muitas das bandas, que ainda hoje oiço e deram o pontapé de saída para o que vim a conhecer depois. Bandas como Arctic Monkeys, Yeah Yeah Yeahs, Arcade Fire, The Strokes, Kings Of Leon, The Killers, enquadram-se nesse tal leque de bandas pseudo-alternativas que eu ouvia. Muitas destas bandas, conheci-as através dos canais de música: a primeira vez que ouvi Strokes foi no video da música 12:51 e Kings Of Leon com a Molly's Chambers. Mas havia uma, que não saía do ouvido, à pala do anúncio da Vodafone. Já perceberam que o artigo de hoje é sobre a banda de "Banquet", os Bloc Party.


Sempre achei os Bloc Party uma banda diferente. São jovens, mas não têm aquela atitude cool e rebelde. Vêm de Inglaterra, mas não têm aquela super energia, de outros nomes como Kaiser Chiefs e Franz Ferdinand. São uma banda que se leva a sério e aponta sempre a objectivos altos. No entanto, os Bloc Party estão hoje para a música, como o Shevchenko está para o futebol: tal como o internacional ucraniano, algumas pessoas já se esqueceram do porquê dos Bloc Party serem um nome de relevo no mundo em que estão inseridos. Hoje olha-se para eles, como uma banda banal, talvez pelo facto dos seus últimos trabalhos terem sido medianos. Weekend In The City, o segundo álbum da banda, apesar dum péssimo pormenor de produção - o volume parece estar constantemente no mínimo - tem boas canções e não parece ser uma fotocópia do que fizeram antes, mas sabemos que podem fazer melhor. O terceiro e, até agora, último álbum da banda, Intimicy, parece recolher criticas distintas, não se demonstrando um trabalho consensual. As críticas que surgem acusam os Bloc Party de mudarem a sua sonoridade, para uma onda mais electrónica, a um ponto em que a banda perde a sua identidade. Eu, honestamente, sempre liguei os Bloc Party à electrónica, de uma forma mais ligeira, mas liguei. No entanto, também concordo, que a banda perdeu alguns dos pontos positivos que tinha, fazendo de Intimicy um álbum mediano. Talvez esta fase menos boa, levou-os a fazerem uma pausa na sua carreira, que perdura desde 2009. Apesar destes obstáculos no caminho, a banda já tinha feito uma das obras-primas desta década, o seu primeiro álbum, Silent Alarm.


Silent Alarm é lançado em 2005 e catapulta imediatamente este quarteto de ingleses para o estrelato. Demonstra tudo o que se quer numa banda rock: ambição, talento, energia, poder e trabalho. Lembro-me que no meu primeiro artigo sobre o Kanye West, que o chamei de "rapper mais dedicado de sempre" e isso vê-se quando cada música tenta superar a outra. Neste Silent Alarm é isso que os Bloc Party tentam fazer. Não fosse o anúncio da Vodafone e podiamos ficar ali horas para escolher um single ideal. Não há mestres da guitarra, do baixo ou da bateria, mas cada um deles brilha à sua maneira. Matt Tong, um dos meus bateristas preferidos, delicia-nos no início da Like Eating Glass e na So Here We Are. As back vocals de Gordon Moakes são um pormenorzinho orgásmico. O guitarrista Russell Lissack revela-nos riffs fáceis, mas óptimos para o ouvido em Banquet, Blue Light e This Modern Love, ou solos excelentes como em She's Hearing Voices. A voz do nigeriano Kele Okereke é açucar, energia, revolta e cool-ao-ponto-de-nos-meter-a-dançar conforme é preciso. Este artigo de hoje serve para dizer que, não é vergonha nenhuma ouvir Bloc Party e que eu não me esqueço que eles já fizeram parte de muitos momentos da minha vida. Este Silent Alarm é, sem dúvida, um dos álbuns da minha vida, que perdurará até ao resto da minha vida (enquanto não for surdo).
A música de hoje, foi a música que iniciou a carreira dos Bloc Party, quando Alex Kapranos dos Franz Ferdinand a passou na rádio BBC. Chama-se She's Hearing Voices e ainda me lembro do que Kele disse em Lisboa antes de tocar esta música: "Lisbon, do you feel like dancing?". Dancem, dancem e atentem ao magnífico solo desta música!

Bloc Party - Shes Hearing Voices by Diogo Martins

O Diogo já meteu um artigo conjunto sobre o John Lennon e realço mais uma vez o fabuloso artista que era. Sem dúvida um deus ao pé dos mortais Bloc Party.
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John Lennon


"December 8, 1980: John Lennon shot dead

Former Beatle John Lennon has been shot dead by an unknown gunman who opened fire outside the musician's New York apartment.

The 40-year-old was shot several times as he entered the Dakota, his luxury apartment building on Manhattan's Upper West Side, opposite Central Park, at 2300 local time.

He was rushed in a police car to St Luke's Roosevelt Hospital Center, where he died.

His wife, Yoko Ono, who is understood to have witnessed the attack, was with him.

Shots heard

A police spokesman said a suspect was in custody, but he had no other details of the shooting.

"This was no robbery," the spokesman said, adding that Mr Lennon was probably shot by a "deranged" person.

Witness reports say at least three shots were fired and others have claimed they heard six.

There are also reports Mr Lennon staggered up six steps into the vestibule after he was shot, before collapsing.

Jack Douglas, Lennon's producer, said he and the Lennons had been at a studio called the Record Plant in mid-town earlier in the evening and Lennon left at 2230.

Mr Lennon said he planned to have some dinner and then return home, Mr Douglas said.

Fans at scene

The Lennons are said to have left their limousine on the street and walked up the driveway when the gunman opened fire.

It is unclear whether the man had been lying in wait in the entrance to the building for Mr Lennon, or whether he came up behind him.

Witnesses describe the gunman as a "pudgy kind of man", 35 to 40 years old with brown hair.

Other former band members, Paul McCartney, guitarist George Harrison and drummer Ringo Starr are thought to have been informed of Lennon's murder.

Fans have already begun arriving at the scene, many still unaware Lennon has died.

Mr Lennon is survived by his wife, their son Sean, and his son from a previous marriage, Julian." (BBC)

Querido blog,
fazem hoje 30 anos que John Lennon morreu, só tenho a dizer que ele e mais uns três são os músicos mais influentes, da música contemporânea, e é-me dificil imaginar um mundo onde a sua música não tivesse existido.
Hoje fazemos 4 posts sortudos lol
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John Lennon - Watching the Wheels