sábado, 4 de dezembro de 2010

Moving Units - Between Us & Them

Ontem em casa do Diogo vi a caixa do DVD dos Monty Python "And Now For Something Completely Diferent" e foi o presságio para o artigo de hoje. Isto porque hoje, não vou falar de uma banda que gosto do que fizeram ao longo do tempo, mas sim apenas de uma música.


Os Moving Units, são uma banda californiana que nasce nos primórdios do dance punk. O problema foi que quando ouvimos o primeiro trabalho sério, já estava tudo saturado do que eles estavam a fazer. Ao ouvirmos qualquer um dos álbuns, parece-nos tudo um bocado insípido, não há novidade nem grandes momentos altos. No entanto, o 1º álbum - Dangerous Dreams - ganha pela manutenção da sonoridade dance punk, apesar da crueza das músicas: não há sintetizadores, grandes efeitos, teclados... só guitarra, baixo e bateria. Simples. Um ponto relativamente interessante, mas que continua sem acrescentar grande sabor ao primeiro trabalho dos Moving Units.
No segundo álbum, essa característica perde-se, a presença da electrónica aumenta vivamente e a similaridade com o que se faz no Reino Unido nota-se com facilidade. Não estou a chamar maus aos Moving Units, mas não trazem nada de novo à minha pasta C:/Música (informática ftw!). Ou seja, oiçam, mas não esperem nada de especial.


No entanto, há uma luz ao fundo do túnel, uma gata borralheira no meio daquelas canções todas. Quando ouvi "Between Us and Them" pensei: "wow, estes vão longe", mas ao ouvir o resto do álbum a previsão dissipou-se. Mesmo assim, acho que esta óptima canção merece ser ouvida e acaba por ser o "one hit wonder" dos Moving Units. Queria meter-vos aqui a versão do EP deles, lançado em 2002, pois acho que acaba por ter presente o que de melhor eles nos deram, mas algumas adversidades técnicas levam-me a meter a versão do álbum Dangerous Dreams de 2004.

Moving Units - Between Us & Them by Diogo Martins

Hoje era suposto ter feito sobre outra coisa, dei a entender a algumas pessoas que o ia fazer, mas noutro dia virá essa outra coisa. cya!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

The Tallest Man On Earth - King Of Spain

As malas estão feitas: tendas prontas a montar, mochilas com necessaires apetrechados (temos que cheirar bem não é?) e muita comidinha enlatada! O cartaz foi visto na diagonal, mas que se lixe, já são 3 anos a saber que vai ser uma semana bem passada. Estou a sair de casa do Diogo, dias antes da partida e ele diz-me: "Espera, espera, olha este granda som que vai lá. Vou ver o concerto". Começa a entrar para os meus ouvidos, "You're Going Back" do Kristian Matsson, mais conhecido por The Tallest Man on Earth. "É fixe a música!", respondi eu, mas agora não é altura para parar, vamos despedir-nos de Lisboa!


Já nos montes verdejantes de Paredes de Coura 2010 são 18h30 e o passo acelera para ver os primeiros acordes do Tallest Man. Concerto com pouca gente, mas muitos espanhóis (graças à "King of Spain") dá perfeitamente para nos sentar-mos a contemplar um palco despido, sem amplificadores, apenas três capas de guitarras, um microfone e um banco. Kristian diz-se perdido num palco tão grande, mas nem por isso deixa de conquistar o público e dar um interessante concerto.
OK Diogo, tinhas razão, granda som mesmo. E tem uma presença simpática e modesta em palco, o que nos faz imediatamente criar uma empatia com qualquer som que saia da guitarra. Vamos lá então ouvir este gajo. Em 2008, já tinha feito a sua entrada neste mundinho tão querido por nós, Shallow Graves é o seu primeiro longa-duração. Uma bela entrada diga-se, com excelentes músicas, um cheirinho a folk de um... sueco (?) e uma inevitável comparação a Bob Dylan. Calma, calma, o Bob Dylan é um intocável da música e o Tallest Man on Earth é um mero mortal. Mas a voz esganiçada, o uso de vocábulos americanos do tempo dos cowboys (ai, ui os cowboys) e a sonoridade folk fazem lembrar o Sr. Zimmerman. É uma mistura liricamente engraçada, o mundo escandinavo com as raízes do Uncle Sam, que o Tallest Man soube bem explorar. O segundo álbum - The Wild Hunt - é lançado em 2010 e a fasquia continua bem lá em cima, com o mesmo registo, mas sem nunca nos cansar-mos da sua voz característica e o seu uso do finger picking na guitarra. São dois trabalhos muito bons, que dão muita qualidade à (pequena) carreira de Kristian, recomendados aqui pelo que vos escreve!


A música de hoje foi banda sonora do meu Verão inteiro, repetida vezes e vezes no meu iPod (riquinho) e computador. Apesar de ter como inspiração o nosso vizinho (rival) a Espanha, é uma música porreira e facilmente audível, que ilustra bem muitas das características que falei. Chama-se King of Spain, deliciem-se com esta maravilha e atentem ao último grito do Tallest Man... um pormenor delicioso nos nossos ouvidos!

The Tallest Man On Earth - King of Spain by Diogo Martins

(Meninas, ele é bonitão, não é? :D)

Satan Worshipping Doom


Querido Blog,
desde pequeno que sou mais facilmente atraído para o dark side, não de uma perspectiva doentia (acho eu), mas de uma perspectiva saudável, de uma geração que cresceu com Dragon Ball. Mortal Kombat. 9/11, e o Nu-Metal. A verdade é que desde pequeno que queria, como muitos de nós os brinquedos com mais cores e mais "nojentos" possiveis, com mais sangue e que tivessem mais armas. Quando ouvi falar deste album, chamado Satan Worshipping Doom, dos Bongripper, pelo The Needle Drop, senti logo esse género de atracção pela sua capa, mas a prova de que este album ia ser épico foi quando Anthony Fantano (the needle drop) enumerou as músicas, que eu também vou enumerar:

1. Hail
2. Satan
3. Worship
4. Doom


quando vi isto, parei tudo o que estava a fazer e fui ouvir o albúm. Melhor coisa que fiz, grande álbum, ainda mais brutal do que estava a espera, embora já tivesse sido arrastado pela capa e o nome das músicas, ainda tinha a dúvida que este poderia ser mais um album de stoner, que embora com riffs brutais, e boa produção me ia deixar indiferente, a verdade é que este album é muito mais que um album stoner, se é que alguma vez o é, Bongripper são uma banda instrumental e, juntam o sludge com o stoner, o doom metal e o drone com o experimentalismo do post rock e o psicadélico, e apresentam ainda pelo meio disto elementos do black metal, thrash, etc...as quatro músicas deste album têm entre 11 e 16 minutos, e são TODAS uma constante descoberta de riffs, ambientes obscuros e sombrios. Bongripper nunca nos deixam parar para pensar, excepto talvez na ultima faixa Worship, em que se dão mais ao drone, ao invés disso vao nos sempre "bombardeando" com novas texturas e riffs nas suas músicas, numa constante viagem ao inferno que temos na nossa cabeça. Hoje não vou colocar nenhuma música :( pois acho que este album tem de ser ouvido com uma só experiencia do principio ao fim (y), mas vou-vos deixar aqui o link para ele. A faixa que me chamou mais a atenção a primeira audição foi a Satan, que tem a melhor intro de metal do ano !
Entretanto já temos aí recebido comentarios bacanos (post do lil wayne), é bom sinal, é sinal que alguem anda a ler isto (ou não?), despeço-me de vocês e vão dando feedback, nem que seja aconselharem-me pa clinicas de reabilitação ou assim (menos).

Boa noite de Sexta.

Link

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Foals - Spanish Sahara

Houve aí um certo fim de semana em que os meus coleguinhas de faculdade me convidaram para uma patuscada. Bifanas, Pro Evolution Soccer, Guitarra, Karaoke e Álcool. Reunidas todas as condições para uma noite bem passada, mas não havia vislumbre a qualquer tipo de descoberta musical. Como podia estar mais errado? Na fase final da festarola, uns no quintal a conversar, tocar guitarra e avacalhar, os responsáveis a arrumar a casa e outros - eu incluído - a fazer zapping pelos canais de música. De comando na mão, vou da MTV Music, à MTV 2, à MTV Dance, ao VH1 e ao VH1 Classic. Musicas giras vão aparecendo, até que subitamente paro na MTV 2 e vejo um Sr. Barbudo no gelo a cantar por trás de uma calma e interessante música. O zapping tem a sua ligeira interrupção até ser respondida a pergunta: de quem é esta música? O tom épico da música aumenta e eu cada vez mais ansioso pela resposta: Foals, Spanish Sahara vejo eu. Saquei, oops, comprei a discografia - Antidotes (2008) e Total Life Forever (2010).


Uma audição de Antidotes faz-me perder um bocado o interesse. Soa a uma mistura entre o math-rock dos Battles com o dance-punk dos Hadouken!. Podia ter-se tornado interessante, mas honestamente algo não me soou bem no ouvido, a sensação de "eu já ouvi isto em qualquer lado" sobrepunha-se à energia conferida nas músicas. Como dizem os ingleses "not really my cup of tea".
Passei para Total Life Forever e notei uma clara melhoria. Uma produção melhor, as músicas faziam muito mais sentido e a banda descola-se da influência do math-rock que vinha desde os projectos anteriores dos membros da banda. O lado épico de algumas canções é algo que me contagia e faz pensar em vôos mais altos. Não acho o álbum uma obra-prima, mas é uma evolução e uma correcção do que, para mim, estava errado no primeiro registo. Por isso mesmo, não digo que este álbum é obrigatório, mas creio que a música Spanish Sahara merece uma audição. E não se assustem com a ligeira monotonia no primeiro minuto da música, isso muda e lá para o quarto minuto ganha a sonoridade épica que me conquistou.

Weezy

Querido blog,
devo confessar-te que estava com um pouco de receio de falar de hip-hop e tentei adiar o inadiável, e ainda em tom de confissão, apesar de ser fã de hip-hop são poucos os albuns de hip hop que consigo ouvir de uma ponta á outra e gostar a primeira. O hip-hop para mim sempre foi mais por faixas, singles (lol haterz gonna hate). Mas enfrentei os meus medos e aqui estou eu a falar de um dos meus, artista preferido hoje em dia, Lil' Wayne, Weezyy. Antes de mais deixem-me defender, dos que me vao acusar de hypster, ou que nao sou true do hip hop nem underground e que isto é tudo merda. No fundo é tudo merda. Mas a verdade é que mesmo que o Lil' Wayne fosse merda, ele era o unico capaz de me convencer que "merda" é que é bom e tudo o que não é "merda" é realmente merda. Esta ultima frase secalhar vão precisar de ler duas vezes. Lil Wayne tem o dom da palavra e do flow, a música que ponho aqui, Wasted, é produzida pelo FATBOI e foi originalmente instrumental da música de mesmo nome de Gucci Mane, para o seu album The State vs. Radric Davis, esta música encontra-se na mixtape de 2009 do Lil Wayne, No Ceilings, que tem remixes desde Pokerface da GaGa, até Run This Town do Jay-Z, mas com a vantagem de terem sempre o Lil Wayne com o seu flow a dar-nos conta das maravilhas do seu mundo, que é um bocado nosso também. Continuando na Wasted, as lyrics,o flow, os samples, transmitem-nos praticamente que Lil' Wayne é o melhor rapper/businessman/amante/homem do mundo e tem mais dinheiro que nós todos, e mais namoradas - leia-se rameiras jeitosas - que nós, e ainda goza connosco. No entanto, isto é tudo dito com inteligência e fluência suficiente, para nos fazer acreditar, quando ouvimos este rap, que também nós podemos ser os melhores (lol utopia), ironias a parte a verdade, é que quando ouvimos esta música, normalmente é um acto individual, a energia e o ego do Weezy (alcunha de Lil' Wayne) passa para nós, e enquanto ouvimos estas músicas sentimo-nos um bocado como ele, e só nos apetece ter muito dinheirinho ,meninas bonitas, e fumar cigarros que nos fazem sentir funky e chilll eheh. A magia é que naqueles 3 minutos em que estou atento a ouvir o desenvolvimento (cativante) da letra, acredito que sou o Lil Wayne. E o que me acontece com mais intensidade nesta música que tem momentos como "yo flow never wet like grandma's pussy/ I'm always good like grandma's cookies" acontece me em todas as outras músicas desta mixtape, por isso escolham voces a vossa, pode ser a mesma que a minha eu não me importo. Para mim os momentos altos desta mixtape são muitos mas destaco, Run This Town (you softer than nalin, oops I meant nylon/perfection is the goal, and I'm heading to the pylon) e Wasted (I'm diverse, I save the world second/And I get high first) Antes de me calar com esta white boy talk, so vos queria dizer que Weezy é para mim o rapper que merece mais hype no momento, e mal de vocês se fosse só a minha opinião, a verdade é que Lil' Wayne é o rapper mais requisitado do momento, é-me dificil enumerar as suas colaborações com outros artistas como, Eminem, Drake (discipulo), Kanye West, The Game, T-Pain, Akon, Young Jeezy, Curren$y, Jay-Z, T.I., Fat Joe, etc...
Interwebz Represent Diogo's Boutique One Love
Yupi Kayey Motherf*cker

Lil' Wayne - Wasted by Diogo Crostas

PS: No Ceilings tem também um remix da I Gotta a Feeling....

PS2: ET's

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

The Futureheads - Hounds of Love

Sim, já estamos em 2010, perto de 2011, eu sei. E as pessoas já estão todas fartas do "indie" rock cheio de sotaque vindo das terras de Sua Majestade. Estou a par dessa situação, mas mesmo assim hoje, arriscando um pouco dar-vos um sentimento de déjà vu, vão ter que ler sobre uma uma banda inglesa de - imagine-se - indie rock.
Os Futureheads são um quarteto de Sunderland (cidade com um Estádio da Luz, mas sem os chatos dos benfiquistas) que têm tudo, mas não têm aspecto de rockstars. Menos estilosos e com um ar ageekalhado, vão seguindo a sua carreira sem levantar muitas ondas, mas recolhendo boas críticas e vendendo o seu produto em boa quantidade. São uma banda que explora muito bem as percussões e, ainda melhor, as back vocals, que são, para quem gosta de pormenorzinhos, um regalo para os ouvidos.


Lançaram o seu primeiro álbum - The Futureheads - em 2004, tendo sido um belo cartão de visita para este que vos escreve, que o ouviu umas quantas vezes no longínquo ano 2006. Perdi um bocado a evolução da banda (e o seu segundo álbum - News and Tributes - lançado em 2006), até 2008 onde lançam o seu terceiro álbum: This Is Not The World. Honestamente, acho ambos relativamente desinteressantes comparados com o primeiro (especialmente o This Is Not The World) e algo idênticos ao The Futureheads (síndrome de bom primeiro álbum dos indie-rockers). No entanto, após uma audição do novo álbum The Chaos (2010), achei que estão a tentar fazer coisas novas, tentando alienar-se da sonoridade de rockeiros geeks da matemática. Como qualquer álbum tem o seu single (não, não é a música de hoje) e acho que o devem ouvir, chama-se: Struck Dumb. É fácil de se ouvir, tem uma intro bastante cativante e enérgica.
A música de hoje é uma cover dos Futureheads de uma música da Kate Bush e vou dedicá-la ao meu amigo Afonso e à minha teimosia que insistia em chamar à música "Wounds of Love" e não, pelo seu verdadeiro nome: "Hounds of Love".


The Futureheads - Hounds of Love

HEALTH Perfect Skin


Querido Blog,
Hoje venho falar-vos dos HEALTH. Os HEALTH são uma banda de noise-rock de Los Angeles, mais conhecidos pela colaboração na composição da música Crimewave, que ficou conhecida como single da banda Crystal Castles.
A música que vou pôr aqui é a minha preferida do S/T dos HEALTH de 2007 chama-se Perfect Skin, e embora eu não seja particularmente amigo do noise-rock, este album, e particularmente esta música deixam-me de queixo no chão e com as mãos no ar.
A música vai-nos pondo rapidamente na cabeça espasmos de riffs/ beats, como que se nos tivessem a empurrar, enquanto o vocalista canta/reza até á explosão das guitarras que nos abrem a porta para o som lindo do espaço (lol) e nos deixa a vaguear com os sons cada vez mais agudos...mas há qualquer coisa que nos prende ao chão, a bateria poderosa desta música não nos deixa voar muito alto e continua a acordar-nos do sonho, o que nos deixa atordoados e com vontade de bater ainda com mais força na bateria (ás vezes dou por mim a ouvir a música e bater com as mãos na secretaria/parede/etc com força demais) a música volta ao seu estado inicial com os espasmos de riffs ainda mais acentuados e com uma bateria VIOLENTA.
Descobri esta música à umas noites atrás e desde então que tenho ouvido todos os dias, acho que é um bom começo para começar a ouvir noise-rock uma boa introdução ao género, embora considere o album numa ou duas faixas é um bocado noiissee de mais, mas como vos disse não sou o melhor amigo do género. Deixo aqui então a faixa.
Hoje não choveu pessoal (y), espero que tenham aproveitado este feriado, por mim eramos todos espanhóis mas eu não mandoo jkk!

HEALTH Perfect Skin by Diogo Crostas